Ativos e Evidências

Pernas pesadas e varizes: o que tem estudo, da meia de compressão à diosmina

Sinais, causas e o que as revisões mostram sobre meias de compressão, diosmina e castanha-da-índia.

Revisado pelas Farmacêuticas MaxPharma

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Pernas elevadas sobre almofadas com meias de compressão e pote de fórmula na mesinha

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Pernas pesadas, cansadas e inchadas no fim do dia, vasinhos e varizes são sinais da doença venosa crônica, quando as veias das pernas têm dificuldade de levar o sangue de volta ao coração. A base do cuidado são as meias de compressão, a atividade física e o hábito de elevar as pernas. Como apoio, os venotônicos, como diosmina com hesperidina e castanha-da-índia, têm revisões Cochrane mostrando redução do inchaço e, no caso da castanha-da-índia, também da dor nas pernas.

Resultados em destaque

Estudo O que foi observado
Revisão Cochrane com 69 ensaios randomizados de venotônicos orais (2020) [1] Os venotônicos reduziram o inchaço nas pernas em comparação com placebo, com cerca de 30% menos risco de edema, e diminuíram a circunferência do tornozelo. Os efeitos colaterais mais comuns foram digestivos.
Revisão Cochrane sobre extrato de semente de castanha-da-índia (2012) [2] Seis de sete ensaios encontraram redução significativa da dor nas pernas em relação ao placebo, e o volume das pernas também diminuiu. Um estudo sugeriu efeito semelhante ao das meias de compressão. Os efeitos adversos foram leves e pouco frequentes.
Diretriz da Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular (2022) [3] Orienta o cuidado da doença venosa crônica com compressão, medicamentos venoativos para os sintomas e procedimentos para tratar as varizes, conforme cada caso.

Os venotônicos melhoram os sintomas, mas não fazem as varizes desaparecerem. Na revisão de 2020, o efeito na qualidade de vida foi pequeno, e os dados de segurança são de curto prazo [1]. Por isso eles funcionam melhor junto com a compressão e os hábitos.

Sinais da doença venosa crônica

  • peso, cansaço e dor nas pernas, que pioram no fim do dia e no calor;
  • inchaço nos tornozelos, que melhora depois de uma noite de sono;
  • cãibras noturnas, formigamento e coceira;
  • vasinhos, que são pequenos vasos vermelhos ou arroxeados;
  • varizes, que são veias dilatadas, tortuosas e salientes;
  • nos casos avançados, pele escurecida e endurecida perto do tornozelo e feridas que demoram a cicatrizar.

O que aumenta o risco

Fator Por quê
História familiar A predisposição é um dos fatores mais fortes.
Ficar muito tempo em pé ou sentado Sem o movimento da panturrilha, o sangue tem mais dificuldade de voltar.
Gestação O aumento de volume de sangue e a ação hormonal sobrecarregam as veias.
Excesso de peso Aumenta a pressão sobre as veias das pernas.
Idade As veias perdem elasticidade com o tempo.
Calor Dilata as veias e piora a sensação de peso.

A base do cuidado

  • Meias de compressão: o tipo e a compressão devem ser indicados pelo médico [3].
  • Movimento: caminhada, bicicleta e exercícios para a panturrilha ativam a “bomba muscular” que empurra o sangue para cima.
  • Elevar as pernas: alguns minutos, algumas vezes por dia, ajudam a reduzir o inchaço.
  • Pausas: quem trabalha muito tempo sentado ou em pé deve se movimentar a cada hora.
  • Controle de peso e cuidado com o calor excessivo, como banhos muito quentes e sauna.

Venotônicos: o que tem estudo

Ativo Evidência
Diosmina e hesperidina Faz parte dos venotônicos avaliados na revisão Cochrane de 2020, que mostrou redução do inchaço [1]. Citada na diretriz europeia [3].
Castanha-da-índia Revisão Cochrane própria, com redução da dor e do volume das pernas [2].
Pycnogenol® (pinho marítimo) Incluído na revisão Cochrane de 2020, com poucos estudos [1].
Centella asiática Incluída na revisão Cochrane de 2020, com poucos estudos [1].
Extrato de semente de uva Incluído na revisão Cochrane de 2020, com um estudo [1].

A escolha do venotônico e a forma de uso devem ser definidas pelo médico. Quem usa anticoagulantes ou outros medicamentos precisa de avaliação antes, por causa de possíveis interações.

Quando é urgente

Procure atendimento médico imediatamente se uma das pernas ficar de repente inchada, dolorida, quente ou avermelhada, principalmente depois de viagens longas, cirurgias ou períodos parado, ou se houver falta de ar ou dor no peito. Esses podem ser sinais de trombose, que é uma emergência. Varizes que sangram e feridas na perna também pedem avaliação rápida.

Pernas pesadas, lipedema ou retenção?

Pernas grossas e doloridas nem sempre são problema de veia. O lipedema causa acúmulo de gordura dolorosa nas pernas, e a retenção de líquido tem outras causas. Veja Lipedema: o que é e como tratar e Retenção de líquido e inchaço.

Fórmulas manipuladas para circulação

Quando há prescrição, a farmácia de manipulação pode preparar fórmulas com os venotônicos indicados, em cápsulas vegetais sem corantes, e gel ou creme para as pernas, conforme a orientação do angiologista. Veja as opções em Fórmulas para circulação e Fórmulas para retenção de líquido.

Na MaxPharma, farmácia de manipulação na Asa Sul, em Brasília, cada fórmula é calculada pelo teor do lote, com ativos padronizados, pesagem monitorada e rastreabilidade.

Perguntas frequentes

Diosmina com hesperidina funciona?

Os venotônicos, grupo do qual a diosmina faz parte, reduziram o inchaço das pernas em comparação com placebo na revisão Cochrane [1]. Eles aliviam os sintomas, mas não fazem as varizes sumirem.

Castanha-da-índia ajuda nas pernas pesadas?

Sim. A revisão Cochrane mostrou redução da dor e do volume das pernas, com efeitos adversos leves e pouco frequentes [2].

Meia de compressão funciona?

É uma das bases do tratamento da doença venosa crônica, segundo a diretriz europeia [3]. O tipo e a compressão devem ser indicados pelo médico.

Varizes têm cura?

As varizes podem ser tratadas com procedimentos, como escleroterapia, laser e cirurgia, mas a doença venosa é crônica e novas veias podem aparecer. Os cuidados diários ajudam a controlar.

Por que as pernas pesam mais no calor?

O calor dilata as veias e favorece o acúmulo de sangue e líquido nas pernas. Elevar as pernas, se movimentar e evitar banhos muito quentes ajudam.

Qual médico procurar?

O angiologista ou o cirurgião vascular, que avaliam as veias e indicam o tratamento.

Referências

  1. Martinez-Zapata MJ, Vernooij RW, Simancas-Racines D, et al. Phlebotonics for venous insufficiency. Cochrane Database Syst Rev. 2020;11(11):CD003229. doi:10.1002/14651858.CD003229.pub4. PMID: 33141449.
  2. Pittler MH, Ernst E. Horse chestnut seed extract for chronic venous insufficiency. Cochrane Database Syst Rev. 2012;11(11):CD003230. doi:10.1002/14651858.CD003230.pub4. PMID: 23152216.
  3. De Maeseneer MG, Kakkos SK, Aherne T, et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2022 clinical practice guidelines on the management of chronic venous disease of the lower limbs. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184-267. doi:10.1016/j.ejvs.2021.12.024. PMID: 35027279.

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Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde habilitado. Fórmulas manipuladas são preparadas mediante prescrição.

Ativos citados

Fórmulas com os ativos citados

Sugestões de formulação das páginas dos ativos citados neste conteúdo, com a referência de cada uma. As quantidades são de cada dose. A dose, a forma farmacêutica e as associações do seu caso são definidas por quem prescreve.

Com Diosmina e Hesperidina

Diosmina e hesperidina para as pernas

Quantidade em cada dose

  • Diosmina450 mg
  • Hesperidina50 mg

Completa a fórmula: Cápsula vegetal, na quantidade necessária para cada dose.

Como usar

Tomar 1 dose 2 vezes ao dia.

Total por dia: 2 doses, ou seja, Diosmina 900 mg; Hesperidina 100 mg.

Referência: 1.000 mg por dia de fração flavonoica (diosmina e hesperidina na proporção de 9 para 1) na metanálise de 2026 em doença venosa inicial.

Com Castanha-da-índia

Castanha-da-índia para a circulação das pernas

Quantidade em cada dose

  • Castanha-da-índia (extrato seco padronizado)equivalente a 50 mg de escina

Completa a fórmula: Cápsula vegetal, na quantidade necessária para cada dose.

Como usar

Tomar 1 dose 2 vezes ao dia.

Total por dia: 2 doses, ou seja, Castanha-da-índia (extrato seco padronizado) 2 × equivalente a 50 mg de escina.

Referência: extrato equivalente a 50 mg de escina 2 vezes ao dia por 12 semanas no ensaio de Diehm (1996), publicado na Lancet. A quantidade de extrato depende da padronização do lote.

Com Centella Asiática

Centella asiática para circulação das pernas

Quantidade em cada dose

  • Centella asiatica (fração triterpênica total)60 mg

Completa a fórmula: Cápsula vegetal, na quantidade necessária para cada dose.

Como usar

Tomar 1 dose 2 vezes ao dia, junto com as refeições.

Total por dia: 2 doses, ou seja, Centella asiatica (fração triterpênica total) 120 mg.

Referência: 60 mg da fração triterpênica total de Centella asiatica em cada dose, 2 vezes ao dia (total de 120 mg por dia), por 6 semanas, no ensaio com placebo de Cesarone (2001).

Com Extrato de Semente de Uva

Extrato de semente de uva

Quantidade em cada dose

  • Extrato de semente de uva300 mg

Completa a fórmula: Cápsula vegetal, na quantidade necessária para cada dose.

Como usar

Tomar 1 dose ao dia, junto com uma refeição.

Total por dia: 1 dose, com as quantidades acima.

Referência: total de 300 mg por dia por 4 semanas no ensaio duplo-cego de Sivaprakasapillai (2009), com redução da pressão arterial na síndrome metabólica.

Veja mais combinações em Formulações por objetivo. Sugestões para avaliação do prescritor; fórmulas manipuladas são preparadas mediante prescrição.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição de profissional habilitado.