MINOXIDIL ORAL: O QUE DIZ A ANVISA, INDICAÇÕES E MANIPULAÇÃO

 
Conteúdo Técnico · Manipulação Magistral

Minoxidil Oral: O Que Diz a Anvisa, Indicações e Manipulação

Autora
Fabiane de Souza Rêgo Rocha
Farmacêutica Responsável Técnica · CRF-DF 3702
 
Publicado
27 de maio de 2026
Revisado nesta data
 
Leitura
~14 minutos
3.500 palavras
Manipulação magistral de minoxidil oral - laboratório farmacêutico premium
Manipulação magistral de minoxidil oral exige licença sanitária específica para Substâncias de Baixo Índice Terapêutico (SBIT)

O minoxidil oral ocupa lugar de destaque na discussão sobre alopecia desde o início dos anos 2020. Em 2024 e 2025, reuniões científicas internacionais publicaram consensos sobre seu uso em doses baixas. A literatura brasileira tem produzido estudos clínicos relevantes. Ao mesmo tempo, a Anvisa mantém posição clara sobre o medicamento — posição que precisa ser compreendida por quem prescreve, manipula ou utiliza.

Este conteúdo foi elaborado pela equipe farmacêutica da MaxPharma para reunir, em um único material técnico-educacional, três blocos de informação:

  • O que a Anvisa diz hoje sobre minoxidil oral
  • As indicações médicas reconhecidas pela literatura científica internacional atualizada
  • Como funciona a manipulação magistral conforme as exigências regulatórias brasileiras (RDC nº 67/2007 e RDC nº 96/2008)

⚠ Aviso editorial: Este material não constitui orientação clínica. A prescrição e o acompanhamento do uso de minoxidil oral são atribuições exclusivas do médico habilitado, conforme determinam as normas sanitárias brasileiras. A leitura deste material não substitui consulta médica.

O que é Minoxidil Oral

O minoxidil é um princípio ativo desenvolvido nos anos 1970 com finalidade original de tratar hipertensão arterial grave e refratária a outras terapias. Em comprimidos, o medicamento foi comercializado nos Estados Unidos sob o nome Loniten, em apresentações de 2,5 mg e 10 mg.

Durante o desenvolvimento clínico do minoxidil para hipertensão, observou-se um efeito secundário notável: o crescimento de pelos em diferentes regiões do corpo. Esse efeito colateral levou ao desenvolvimento de uma versão de uso tópico, em concentrações de 2% e 5%, registrada no Brasil pela Anvisa para tratamento da alopecia androgenética.

O mecanismo de ação do minoxidil envolve vasodilatação — relaxamento dos vasos sanguíneos. Quando aplicado topicamente, esse efeito ocorre principalmente no couro cabeludo, melhorando a perfusão sanguínea local e prolongando a fase anágena (fase de crescimento ativo) dos folículos capilares.

Quando administrado por via oral, o efeito vasodilatador ocorre de forma sistêmica. Atinge folículos capilares por meio da circulação sanguínea, mas também atua nos demais vasos do organismo, o que explica tanto a potencial eficácia capilar quanto os efeitos adversos cardiovasculares discutidos adiante.

No Brasil, o medicamento Loniten não tem registro de comercialização pela Anvisa. A única forma legal de acesso ao minoxidil oral no país é por meio de manipulação magistral em farmácia licenciada, mediante prescrição médica.

O Que Diz a Anvisa em 2026

A posição da Anvisa sobre o minoxidil oral exige leitura atenta porque combina dois elementos que parecem contraditórios à primeira vista, mas são compatíveis quando bem compreendidos.

01
Primeiro elemento

A Anvisa não recomenda o uso oral do minoxidil para tratamento de alopecia, alinhada com agências reguladoras de outros países, incluindo a FDA norte-americana.

02
Segundo elemento

A Anvisa não proíbe a prescrição médica de minoxidil oral para alopecia. Mantém como passível de manipulação magistral controlada, mediante receituário médico.

A combinação desses dois elementos significa, na prática:

  • A decisão de prescrição é responsabilidade médica individual, caso a caso
  • A manipulação só pode ocorrer em farmácias com licença sanitária específica
  • O paciente precisa apresentar prescrição válida emitida por médico habilitado
  • A farmácia é obrigada a manter rastreabilidade completa do processo

Posicionamento das Sociedades Médicas

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) emitiu, em setembro de 2022, nota técnica reconhecendo que o medicamento pode ser receitado para pacientes selecionados com alopecia, desde que o uso seja criterioso e individualizado. A SBD destaca que avaliação clínica e cardiológica prévia pode ser necessária, dependendo do perfil do paciente, e que indicação, prescrição e acompanhamento são atribuições do médico dermatologista.

A Sociedade Brasileira de Tricologia (SBTri) manifestou-se contrária ao uso indiscriminado do minoxidil oral para alopecia androgenética e areata, recomendando a forma tópica como primeira escolha terapêutica. A SBTri reforça que o maior risco está associado à automedicação e à compra de produtos sem orientação profissional qualificada.

Em fevereiro de 2025, a Anvisa determinou apreensão de produtos contendo minoxidil sem registro sanitário, comercializados como cosméticos ou suplementos. A ação reforçou a posição: o minoxidil não é ativo cosmético — é um medicamento que exige prescrição médica e manipulação em estabelecimento licenciado, conforme RDC nº 529/2021.

Quem Pode Receitar e Por Que Precisa de Receita

A prescrição de minoxidil oral é atribuição privativa de médicos habilitados — geralmente dermatologistas, tricologistas (subespecialidade da dermatologia) ou clínicos com formação em saúde capilar. Médicos endocrinologistas, ginecologistas e geriatras também podem prescrever quando o quadro clínico justificar.

A exigência de receita médica deriva de três fatores técnicos:

1. Substância de Baixo Índice Terapêutico (SBIT)

O minoxidil é classificado pela legislação sanitária brasileira como SBIT — substância cuja janela entre dose terapêutica e dose tóxica é estreita. Pequenas variações na dose podem produzir diferenças significativas em eficácia e toxicidade. Por essa razão, a RDC nº 67/2007 da Anvisa exige cuidados específicos na manipulação, incluindo estudo de perfil de dissolução.

2. Potencial de Interações Medicamentosas

O minoxidil é um vasodilatador potente. O uso concomitante com outros anti-hipertensivos pode causar hipotensão grave. O uso com diuréticos, betabloqueadores ou outros agentes cardiovasculares exige avaliação cuidadosa pelo prescritor. A receita médica garante que essa análise foi feita.

3. Necessidade de Monitoramento Contínuo

O tratamento, quando indicado, é de longa duração. O acompanhamento médico permite ajuste de dose, identificação precoce de efeitos adversos e suspensão segura quando necessário.

Receita Válida — O Que Deve Conter

A Resolução nº 586/2013 do Conselho Federal de Farmácia regulamenta a prescrição farmacêutica em determinados contextos, mas o minoxidil oral, por suas características farmacológicas e regulatórias, permanece como medicamento exclusivamente sob prescrição médica.

Receitas válidas para manipulação de minoxidil oral devem conter:

  • Identificação completa do prescritor (nome, CRM, UF do CRM)
  • Identificação do paciente (nome completo)
  • Dosagem do princípio ativo (em miligramas)
  • Forma farmacêutica (cápsulas, comprimidos)
  • Quantidade total a ser dispensada
  • Posologia (modo e frequência de uso)
  • Duração do tratamento
  • Assinatura do prescritor (manual, digital ou com QR Code certificado)
  • Data de emissão

A MaxPharma aceita receitas em formato físico, digital e com assinatura eletrônica certificada pelo ICP-Brasil, conforme regulamentação atual da Anvisa e do Conselho Federal de Farmácia.

Indicações Reconhecidas pela Literatura Científica

Estudos científicos sobre minoxidil oral - revisão de literatura
Consenso internacional publicado na JAMA Network (nov/2024) reuniu evidências sobre minoxidil oral em baixa dose

Em novembro de 2024, um consenso internacional de especialistas publicado na JAMA Network reuniu dermatologistas e tricologistas para definir as condições em que o minoxidil oral em baixa dose pode ser considerado pelos médicos prescritores. O documento estabeleceu critérios para uso em adultos e adolescentes, com discussão de contraindicações, precauções, monitoramento e terapias complementares.

O consenso reconheceu, com concordância de pelo menos 70% dos especialistas participantes, que o minoxidil oral em doses reduzidas pode ser benéfico para as seguintes condições, sempre sob prescrição e acompanhamento médico:

Alopecia androgenética

Masculina e feminina

Eflúvio telógeno

Queda capilar difusa

Alopecia areata

Áreas ovais sem cabelo

Afinamento relacionado à idade

Senescência capilar

Alopecia por tração

Penteados que puxam fios

Alopecia em quimioterapia

Pós-tratamento oncológico

Alopecia por terapia endócrina

Induzida por hormônios

Líquen plano folicular

Inflamação autoimune

Alopecia frontal fibrosante

Linha frontal capilar

Alopecia central centrífuga

Padrão característico

A indicação principal observada na prática clínica brasileira é a alopecia androgenética — tanto em homens (calvície de padrão masculino) quanto em mulheres (alopecia de padrão feminino, condição que afeta significativamente a população feminina pós-menopausa e em condições endocrinológicas específicas).

Existem situações em que o minoxidil oral é considerado como alternativa terapêutica: pacientes que não toleram a forma tópica (irritação, dermatite de contato, dificuldade de aderência ao uso diário); pacientes com resposta clínica insuficiente ao minoxidil tópico; e pacientes com indicação médica específica para abordagem sistêmica. Nestas situações, a decisão sempre é do médico prescritor, baseada em avaliação clínica individualizada.

Eficácia e Evidência Científica

A literatura científica sobre minoxidil oral em baixa dose para alopecia cresceu significativamente entre 2020 e 2025. Diversas revisões, ensaios clínicos e meta-análises foram publicados, contribuindo para a compreensão da segurança e eficácia da abordagem.

📚 Estudos de referência

UNESP · 2025 Estudo Brasileiro de Referência

A tese de doutorado defendida por Larissa Pierri Carvalho Fonseca na Universidade Estadual Paulista (UNESP), sob orientação do Prof. Paulo Müller Ramos, comparou minoxidil oral 2,5 mg versus 5 mg em 100 pacientes com alopecia androgenética. O ensaio clínico randomizado, duplo-cego e longitudinal acompanhou os participantes por 24 semanas, avaliando densidade de fios não velos na área-alvo.

Meta-análise · 2025 Brazilian Journal of One Health

Publicação na Brazilian Journal of One Health reuniu evidências comparando minoxidil oral versus tópico no tratamento da alopecia androgenética. A análise indicou que a terapia oral apresentou eficácia particularmente em pacientes que não respondem ou não aderem à forma tópica. Entre as vantagens documentadas estão biodisponibilidade elevada e perfil de segurança aceitável quando utilizado em baixas doses sob supervisão médica.

Cardiovascular · 2024 Anais Brasileiros de Dermatologia

Estudo publicado em Anais Brasileiros de Dermatologia avaliou 11 homens com alopecia androgenética submetidos a Holter de 24 horas e monitorização ambulatorial da pressão arterial em três momentos: antes do tratamento, após 24 semanas de uso de minoxidil oral 5 mg/dia, e após 6 semanas adicionais em dose escalada para 7,5 mg/dia. Os resultados ofereceram dados objetivos sobre os efeitos cardiovasculares do medicamento, especialmente em relação à frequência cardíaca.

★ Consenso · 2024 Consenso JAMA Network

Já mencionado anteriormente, o consenso reuniu especialistas internacionais e estabeleceu diretrizes de uso. É considerado a referência mais recente e abrangente sobre minoxidil oral em baixa dose. Acessível em PubMed.

Interpretação correta: nenhum estudo individual estabelece minoxidil oral como tratamento universalmente eficaz para alopecia. O que a literatura sustenta é que, em pacientes selecionados, sob prescrição e acompanhamento médico, com doses baixas adequadamente ajustadas, o medicamento pode contribuir para o manejo de quadros de alopecia. Como toda intervenção terapêutica, a relação risco-benefício precisa ser avaliada pelo médico responsável.

Efeitos Adversos e Segurança

A compreensão dos efeitos adversos é parte essencial da decisão terapêutica e do acompanhamento médico. O minoxidil oral, mesmo em doses baixas, pode produzir efeitos colaterais que precisam ser monitorados.

Hipertricose

É o efeito adverso mais frequentemente relatado. Caracteriza-se pelo crescimento de pelos em áreas não desejadas — face, braços, dorso, abdômen. A intensidade varia entre pacientes e tende a ser mais pronunciada em mulheres. O efeito é reversível com a suspensão do medicamento, ainda que a regressão completa possa levar meses.

Edema (retenção de líquidos)

Estudo retrospectivo publicado em 2025 (Desai e cols., NYU Grossman School of Medicine, publicado no PubMed) descreveu casos de edema em pacientes utilizando minoxidil oral em baixa dose. As doses associadas a edema variaram de 0,625 mg a 5 mg, com dose mediana de 1,3 mg. O edema apareceu em diferentes localizações — tornozelos, periorbital, facial, abdominal — e nem sempre exigiu suspensão do tratamento.

Efeitos cardiovasculares

Por se tratar de um vasodilatador, o minoxidil pode causar:

  • Taquicardia (aumento da frequência cardíaca), mais frequentemente observada em doses mais elevadas
  • Hipotensão, especialmente quando combinado com outros anti-hipertensivos
  • Em casos raros, pericardite (inflamação do saco pericárdico) ou derrame pericárdico

Esses efeitos justificam a recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia de avaliação cardiológica prévia em pacientes com perfil de risco, antes do início do tratamento.

⚠️ Sinais de Alerta — Contatar o Médico Imediatamente
  • Inchaço facial, periorbital ou em extremidades
  • Aumento súbito de peso (indicador possível de retenção hídrica)
  • Falta de ar ou desconforto torácico
  • Palpitações persistentes
  • Tontura intensa ao ficar em pé
  • Dor de cabeça intensa e persistente

A automedicação com minoxidil oral é desaconselhada por todas as sociedades médicas brasileiras e internacionais. A compra de produtos sem registro sanitário, sem receita médica, ou de origem desconhecida representa risco elevado, conforme alertas regulares emitidos pela Anvisa.

Diferencial Técnico MaxPharma

Por Que a Manipulação Importa

A manipulação magistral de minoxidil oral exige cumprimento integral das normas sanitárias brasileiras. Não é processo equivalente ao de outras formulações magistrais.

01
Licença sanitária específica para SBIT

A RDC nº 67/2007 da Anvisa estabelece que farmácias que manipulam SBIT devem possuir autorização sanitária específica. A MaxPharma possui essa autorização — condição imprescindível para a manipulação legal do minoxidil oral.

02
Estudo de perfil de dissolução

Para SBIT, a legislação exige verificação técnica de que cada lote libera o princípio ativo de forma adequada. A MaxPharma realiza esse estudo, garantindo dose consistente entre as cápsulas produzidas.

03
Fator de correção aplicado

Toda matéria-prima tem teor real ligeiramente diferente do declarado. O fator de correção ajusta a quantidade pesada para garantir que cada cápsula contenha exatamente a dose prescrita.

04
Origem qualificada dos insumos

A MaxPharma utiliza minoxidil de fornecedores qualificados, com laudos de controle de qualidade auditáveis. A escolha entre minoxidil base (oral) e sulfato (tópico) é critério técnico não-intercambiável.

05
Bula orientativa simplificada

A RDC nº 67/2007 exige que medicamentos manipulados a partir de SBIT sejam acompanhados de bula simplificada com informações em linguagem acessível ao paciente.

06
Rastreabilidade completa

Cada manipulação tem registro completo: lote da matéria-prima, data, identificação do manipulador, ficha de pesagem, controles aplicados. Ficha entregue ao paciente junto com o medicamento.

Cápsulas Capsugel® — Padrão MaxPharma

A MaxPharma utiliza exclusivamente cápsulas Capsugel® (fabricadas pela Lonza), referência global em encapsulamento farmacêutico, sem gelatina animal e com performance técnica superior.

Cápsulas Capsugel Vcaps HPMC - referência global em encapsulamento farmacêutico
Cápsulas Capsugel® Vcaps® — fabricadas pela Lonza com tecnologia HPMC vegetal
Linha Premium
Vcaps® HPMC

Hidroxipropilmetilcelulose — cápsula vegana padrão para uso oral. Ver especificações técnicas

Linha Pullulan
Plantcaps®

Pullulan de origem vegetal — premium absoluto, barreira contra umidade. Ver especificações técnicas

Performance Superior
Vcaps® Plus

HPMC sem gelificantes — dissolução rápida, performance otimizada para princípios ativos sensíveis. Ver especificações técnicas

Proteção à Luz
Vcaps® Plus HPMC White Opal

Opaca branca — proteção máxima para ativos sensíveis à luz, como o próprio minoxidil. Ver especificações técnicas

A escolha da cápsula adequada é decisão técnica feita pelo farmacêutico responsável, considerando o princípio ativo, a dose, a estabilidade do ativo e o perfil do paciente. Para o minoxidil oral, a MaxPharma utiliza preferencialmente Vcaps® Plus HPMC White Opal, que oferece proteção contra luz e dissolução otimizada.

A capacidade de manipular minoxidil em dosagens fracionadas — 0,625 mg, 1 mg, 1,25 mg, 2,5 mg, 3 mg, 5 mg — permite ajuste terapêutico fino que apresentações industriais padronizadas não permitiriam.

Como Solicitar Manipulação na MaxPharma

A manipulação de minoxidil oral na MaxPharma segue protocolo técnico estabelecido pela legislação sanitária brasileira. Conhecer o processo permite ao paciente e ao prescritor compreender as etapas envolvidas.

01
Apresentação da receita médica

Física, digital (PDF) ou eletrônica (ICP-Brasil). Receitas vencidas, ilegíveis ou sem identificação adequada não podem ser aceitas.

02
Conferência farmacêutica

A MaxPharma verifica adequação da dose, identificação correta do princípio ativo, ausência de interações medicamentosas evidentes e conformidade regulatória da receita.

03
Manipulação magistral

Pesagem com fator de correção, manipulação em ambiente apropriado, encapsulamento em cápsulas Capsugel®, controle de qualidade e identificação de lote.

04
Dispensação ao paciente

Medicamento manipulado, bula orientativa, ficha de manipulação completa e orientação farmacêutica individual sobre conservação e uso.

Prazo médio de produção: 3 a 5 dias úteis, contados a partir da validação da receita.

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Minoxidil Oral Manipulado MaxPharma

Manipulação personalizada em cápsulas Capsugel® conforme prescrição do seu médico. Atendimento técnico presencial em Brasília-DF e envio para outras localidades do DF.

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(61) 99632-8775 Canal exclusivo médicos

Médicos prescritores que desejem estabelecer relacionamento técnico com a farmácia, conhecer os protocolos de manipulação aplicados ou agendar visita técnica podem entrar em contato pelo canal exclusivo para prescritores.

Perguntas Frequentes

Minoxidil oral é proibido no Brasil?

Não. O medicamento Loniten, apresentação industrial do minoxidil oral, não tem registro de comercialização pela Anvisa no Brasil. Entretanto, a manipulação magistral é permitida, mediante prescrição médica, em farmácias com licença sanitária específica para Substâncias de Baixo Índice Terapêutico, conforme RDC nº 67/2007.

Posso comprar minoxidil oral sem receita médica?

Não. O minoxidil oral é classificado como medicamento sob prescrição médica obrigatória. A dispensação sem receita configura infração sanitária. A automedicação é desaconselhada por todas as sociedades médicas brasileiras devido aos riscos cardiovasculares possíveis.

Qual a diferença entre minoxidil tópico e minoxidil oral?

O minoxidil tópico tem registro na Anvisa para alopecia androgenética e é aplicado diretamente no couro cabeludo, em concentrações de 2% ou 5%. O minoxidil oral atua de forma sistêmica, atingindo os folículos capilares pela circulação sanguínea. A escolha entre as duas formas é decisão médica baseada em avaliação clínica individualizada.

Quanto tempo leva para observar resultado?

A literatura indica que o ciclo capilar exige tempo para responder a qualquer intervenção terapêutica. Avaliações de eficácia geralmente ocorrem entre 12 e 24 semanas após o início do tratamento. Cada paciente apresenta resposta individual, e expectativas realistas devem ser discutidas com o médico prescritor.

Quais farmácias podem manipular minoxidil oral?

Apenas farmácias com licença sanitária específica para SBIT, conforme RDC nº 67/2007, podem manipular minoxidil oral. A licença é emitida pela Vigilância Sanitária local. A MaxPharma possui essa licença e cumpre as exigências técnicas da legislação para manipulação de minoxidil oral em Brasília-DF.

Preciso fazer exames antes de começar o tratamento?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que avaliação clínica e cardiológica prévia possa ser necessária, dependendo do perfil do paciente. A decisão sobre exames complementares é do médico prescritor, baseada em histórico clínico, idade, comorbidades e medicações concomitantes.

Conclusão

O minoxidil oral é um medicamento com perfil farmacológico específico, indicações reconhecidas pela literatura científica internacional, e exigências regulatórias claras no Brasil. Sua utilização requer prescrição médica individualizada, manipulação em farmácia com licença sanitária específica, e acompanhamento clínico durante todo o tratamento.

A escolha de uma farmácia para manipulação de minoxidil oral deve considerar critérios técnicos auditáveis: licença sanitária específica para SBIT, realização de estudo de perfil de dissolução, aplicação correta de fator de correção, origem qualificada dos insumos farmacêuticos e rastreabilidade completa do processo de manipulação. Esses são os critérios estabelecidos pela legislação sanitária brasileira para garantir segurança do paciente.

Pacientes que estejam considerando o tratamento devem buscar orientação médica especializada — preferencialmente dermatologista ou tricologista — para avaliação individualizada. Médicos prescritores que desejem conhecer os protocolos técnicos aplicados pela MaxPharma podem estabelecer contato pelo canal específico para profissionais.

F
Sobre a autora
Fabiane de Souza Rêgo Rocha

Farmacêutica Responsável Técnica da MaxPharma, registrada no Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal sob nº CRF-DF 3702.

Conteúdo Educacional Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui orientação clínica, recomendação médica ou propaganda de medicamento. A prescrição e o acompanhamento do uso de minoxidil oral são atribuições do médico habilitado. Última revisão: 27 de maio de 2026.

Referências e Fontes Consultadas

  1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução RDC nº 67/2007 — Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em Farmácias.
  2. Anvisa. Resolução RDC nº 96/2008 — Propaganda de Medicamentos.
  3. Anvisa. Resolução RDC nº 529/2021 — Regulamentação de cosméticos.
  4. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Nota Técnica sobre Minoxidil Oral, setembro de 2022. Disponível em: sbd.org.br.
  5. Sociedade Brasileira de Tricologia (SBTri). Posicionamento sobre Minoxidil Oral, 2022.
  6. Conselho Federal de Farmácia (CFF). Resolução nº 586/2013.
  7. Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR). Orientação ao Farmacêutico: Minoxidil Oral para Alopecia.
  8. Fonseca, L.P.C. Minoxidil oral 2,5 mg versus 5 mg para tratamento da alopecia androgenética masculina: ensaio clínico duplo-cego randomizado. Tese de Doutorado, UNESP, 2025.
  9. Rocha et al. Eficácia e Segurança do Minoxidil Oral versus Tópico no Tratamento da Alopecia Androgenética. Brazilian Journal of One Health, 2025.
  10. JAMA Network. Consenso Internacional sobre Minoxidil Oral em Baixa Dose, novembro de 2024. Disponível em: jamanetwork.com.
  11. Anais Brasileiros de Dermatologia. Minoxidil 7,5 mg oral: avaliação cardiovascular por Holter de 24h, setembro de 2024. Disponível em: anaisdedermatologia.org.br.
  12. Desai et al. Impact of underlying medical conditions and medications on edema development in alopecia patients treated with low-dose oral minoxidil. Journal of the American Academy of Dermatology, junho de 2025. Disponível em PubMed.
  13. Capsugel® / Lonza. Especificações técnicas das cápsulas farmacêuticas Vcaps®, Vcaps® Plus e Plantcaps®. Disponível em: capsugel.com.
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Farmácia de manipulação premium na Asa Sul, Brasília-DF. Cápsulas veganas, ativos padronizados originais e laudos independentes. Atendimento técnico com farmacêutico. A MaxPharma manipula fórmulas magistrais sob prescrição médica, com fator de correção aplicado em todas as fórmulas, ausência de corantes e adoçantes artificiais, e ficha de manipulação completa entregue ao cliente. Razão Social: MP Farmácia de Manipulação LTDA. CNPJ: 38.440.246/0001-57. AFE Anvisa: 0240195230. AE: 0013501241.

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